chegando à oitava ilha,
desmereço minha viagem.
reduzo a velocidade do navio
que venceu batalhas através de espinhos
e guerreiros já mortos.
tem sido uma longa viagem,
navegando à deriva,
procurando a famosa Esperança
em alguma ilha virgem.
eu e meu navio
não podemos ficar ancorados -
ansiamos por novos destinos
rangindo em algum canto do mundo.
alguma dia, meu navio irá se decompor
e com ele, apodrecerá também os amores vividos
no convés envelhecido
pelo doce mar.
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