- Um dia após o outro,
é mais uma guerra vencida.
Dúnia fazia tortas e gostava
do menino Rimbaud,
ele havia lhe ensinado
que pular
do parapeito da janela
não era boa ideia.
Nem sempre as coisas se resolviam.
Às vezes, Dúnia voltava para casa e
não fazia suas tortas,
não lia a poesia de Rimbaud,
não ia para o parapeito se sentar.
Ia apenas, dormente
transformar-se de novo
naquela menina inocente
que já se foi.