quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

divirtam-se por mim


não me chamo Valentina,
nem Valéria
e nem Vanessa.
não sento nos bancos da cidade
não caminho entre as bancas de jornal
e nunca achei dinheiro no chão.
não construo casas,
não comando a província.
não tomo café em copo plástico,
não toco violão no centro da cidade.


não procuro ninguém.
ninguém me procura.
sobrevivo às custas de outros.
outros sobrevivem às minha custas.

(publicada na Zero Hora dia 04/02/2013)

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