não
me chamo Valentina,
nem
Valéria
e
nem Vanessa.
não
sento nos bancos da cidade
não
caminho entre as bancas de jornal
e
nunca achei dinheiro no chão.
não
construo casas,
não
comando a província.
não
tomo café em copo plástico,
não
toco violão no centro da cidade.
não
procuro ninguém.
ninguém
me procura.
sobrevivo
às custas de outros.
outros
sobrevivem às minha custas.
(publicada na Zero Hora dia 04/02/2013)
(publicada na Zero Hora dia 04/02/2013)
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